Pela Metade

Meus Deus! Não podia existir maior expressão da alma que a poesia, claro que não, porque todo esse encantamento, esse embevecimento — e sei lá que nome mais eu poderia arranjar — vinha lá do fundo, tão de dentro que chegava a doer. Doía, sim. E quanto mais eu sentia essa dor, mais tinha vontade de que ela doesse de novo, mais tinha vontade de escrever.

Tânia Alexandre Martinelli, “Pela Metade”

“Rio de amor”

Praia de Ipanema. Janeiro de 2014. Foto autoral.

CARTA AO TOM

(Composição de Vinicius de Moraes e Toquinho)

Rua Nascimento e Silva, 107
Você ensinando pra Elizete
As canções de Canção do amor demais

Lembra que tempo feliz
Ah, que saudade
Ipanema era só felicidade
Era como se o amor doesse em paz

Nossa famosa garota nem sabia
A que ponto a cidade turvaria
Esse Rio de amor que se perdeu
Mesmo a tristeza da gente era mais bela
E além disso se via da janela
Um cantinho de céu e o Redentor

É, meu amigo, só resta uma certeza
É preciso acabar com essa tristeza
E preciso inventar de novo o amor

Retirado de: http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/musica/cancoes/carta-ao-tom