Agosto

Título: Agosto
Autor: Rubem Fonseca
Editora: Nova Fronteira

Comprei “Agosto” em agosto de 2020 e só agora, agosto de 2021, é que li a obra de Rubem Fonseca. Aliás, a primeira vez que li Rubem Fonseca foi em “Feliz Ano Novo”. Para quem buscava qualquer palavra de renovação naquele janeiro de 2020, sem qualquer aviso prévio a respeito do autor, aquele conto fora um choque, um golpe de revirar o estômago.

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Apelo

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Converta-se em humano novamente

Terça-feira

Ainda é terça, amor
Hoje não posso morrer de saudades de você

Lembrança

queria gritar
gritar tanto e tão alto
até você voltar

nunca vou entender essa falta
nunca vou me acostumar com esse vazio
essa ausência
essa presença que não passa de memória

lembrar que você se foi
é como me concentrar em coisas impossíveis
um barco à deriva
delírios que balançam


rio branco, 3 de fevereiro de 2021

Tânia Alexandre Martinelli

Meus Deus! Não podia existir maior expressão da alma que a poesia, claro que não, porque todo esse encantamento, esse embevecimento — e sei lá que nome mais eu poderia arranjar — vinha lá do fundo, tão de dentro que chegava a doer. Doía, sim. E quanto mais eu sentia essa dor, mais tinha vontade de que ela doesse de novo, mais tinha vontade de escrever.